Após 1h20 de julgamento júri absolve acusado de Tentativa de Homicídio

Após 1h20 de julgamento júri absolve acusado de Tentativa de Homicídio




Caso foi caracterizado como legítima defesa


Na última terça-feira, 09 de abril, aconteceu na Câmara Municipal de Macaubal o Julgamento de um rapaz acusado de Tentativa de Homicídio Doloso. O réu foi absolvido pelos jurados pelo caso ter sido caracterizado como legítima defesa pelo promotor de justiça Dr. José Vieira da Costa Neto e pelo advogado de defesa Dr. Élcio Padovez. O júri foi presidido pelo Juiz de Direito Dr. Rodrigo Ferreira Rocha.

O fato aconteceu em 06 de outubro de 2012, quando, de acordo com os depoimentos, o réu G.C.M. (G) estava em um Bar em Macaubal e foi xingado por uma moça J.M.T. que iniciou a discussão e acabou chamando o irmão J.M.T. (J) mais forte e mais alto que o acusado. O réu disse que não queria briga, o irmão então teria dado um soco e um pontapé em “G” que logo correu para seu carro tentando fugir, “J” o aplicou uma gravata próximo ao carro. O acusado conseguiu sair e reagiu com uma faca se defendendo das agressões. A vítima entrou na frente do carro de “G” que conseguiu fugir de marcha ré.

Como o promotor de justiça entendeu que o caso se enquadra em legítima defesa foram dispensados a vítima e as testemunhas para o julgamento.

No júri, o réu apresentou a mesma versão dos fatos, assim com havia feito em outra oportunidade e foi condizente com o que disseram outras três testemunhas que estavam no local do acontecimento e prestaram depoimento a Polícia após a briga.

Durante seu discurso o promotor Dr. José Vieira da Costa Neto contou a história aos jurados e afirmou: “O réu jamais poderia ficar preso o tempo que ficou, pois essa é a versão desde o início”, disse o promotor, fazendo alusão à caracterização como legítima defesa.

O advogado de defesa Dr. Élcio Padovez engrossou o coro do promotor, apresentou partes do processo aos jurados e ainda comentou sobre as lesões corporais de natureza leve encontradas na vítima. “Devolvam esse jovem trabalhador e honesto para sua família e para a sociedade”.

Os sete jurados se reuniram na sala secreta para a votação do veredito final. Após 1h20 de julgamento o drama acabou. O réu foi absolvido e sua família foi logo busca-lo no Centro de Detenção Provisória de São José do Rio Preto para que ele volte a sua rotina normal após ter ficado 6 meses preso.