O impacto da crise nos municípios

O impacto da crise nos municípios




Prefeitos da FRIM apontam cortes e efeitos da crise em sua cidade


Em reunião no último 21 de setembro, segunda-feira, em Floreal os prefeitos da FRIM (Frente Regional Integrada de Municípios) e alguns vereadores, decidiram trocar experiências em razão da crise que assola os municípios.

Durante a reunião cada um apresentou os cortes e medidas que infelizmente tiveram que tomar para tentar cumprir os compromissos e serviços básicos ao cidadão. Na maioria dos municípios os cortes mais impactantes foram na saúde, merenda escolar, maquinários, salários e gratificações. Ainda segundo os prefeitos muitos cortes ainda virão, inclusive com fechamento de alguns órgãos. Para o Prefeito de Nova Luzitânia e Presidente da FRIM , Germiro Lima, é preciso conversar muito e explicar para os funcionários a necessidade das medidas e assim repassar para o cidadão a informação correta, “infelizmente o povo é quem mais sofre por conta dessa crise, e o que é pior, vamos ter que pagar por algo que não é culpa nossa e sim desse “desgoverno” federal que deixou o país afundar nessa crise e não adianta mais reclamar e sim buscar alternativas e soluções para superar esse período, que pelas expectativas parece ser de longo prazo”, afirma Lima.

Em resumo a fala dos prefeitos:

Bidila - São João de Iracema: “há tempos que fiz alguns cortes, como gratificações e horas extra, e vou continuar controlando tudo para superar as dificuldades”.

Douglas - Monções: “vamos reunir e conversar mais com funcionários entre os prefeitos também e buscar soluções”.

Leonardo - Magda: “tenho problemas com índice da folha de pagamento que já está em 54%, fiz cortes mas a conta ainda não fecha”.

Ivanilde - Auriflama: “Já cortei salários de diretores, gratificação de funcionários e até o transporte dos alunos universitários, todavia, os recursos destinados ao município de Auriflama continuam sendo insuficientes para arcar com todos os nossos compromissos”.

Ney Castilho - Gastão Vidigal: “Já há algum tempo cortei alguns cargos em comissão e algumas gratificações, atualmente foram feitas reuniões de conscientização com chefes de setores e todos os funcionários para contenção e diminuição de despesas, estamos economizando até na merenda escolar, só sei que é o cidadão que mais sofre com toda essa crise que estamos enfrentando”.

Kiko - Macaubal: “já cortei tudo onde pode, desde o pão ate o cafezinho, inclusive a Festa das Nações tão tradicional não pude realizar”.

Odécio - Lourdes: “fiz corte de 25% nas gratificações, parei máquinas e caminhões, estou com índice de 53.83% na folha, infelizmente estamos numa crise muito real e de longo prazo, vamos nos unir e tentar minimizar os impactos disso para o cidadão”.

Leandro - General Salgado: “cortei período de luzes em praças e outros logradouros, coleta de lixo três vezes por semana e ainda pretendo tomar outras medidas como horário de funcionamento de alguns órgãos e precisamos economizar e muito, por isso a importância dessa reunião para falarmos a mesma linguagem e explicar para nossa comunidade sobre nosso empenho para superar a crise”.

Junior – Guzolândia: “temos que ser criativos principalmente nesse momento, os cortes são necessários e no meu município não é diferente, vamos superar a crise se nos unirmos e levar muito a sério esse momento”.

João Castilho – Floreal: “não tenho problema com índice da folha, mas também não temos recursos por conta da grande queda nos repasses do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) principal fonte de receita dos pequenos municípios, já fiz alguns cortes mas ainda precisamos fazer mais”.

Consequentemente esses fatos relatados estão acontecendo em todos os municípios, todos esses municípios tomarão medidas ainda mais radicais para continuar proporcionando serviços básicos a população, o momento é de alerta.

Cidadão, leia e reflita, pois o momento é de compreensão.